terça-feira, 18 de agosto de 2009

Da minha irmã, muito interessante

Alzheimer: Interessantíssimo

A cada 1 minuto de tristeza perdemos a oportunidade de sermos felizes por 60 segundos.
Sobre o Alzheimer
Por Roberto Goldkorn, psicólogo e escritor:
Meu pai está com Alzheimer. Logo ele, que durante toda vida se dizia "O Infalível". Logo ele, que um dia, ao tentar me ensinar matemática, disse que as minhas orelhas eram tão grandes que batiam no teto. Logo ele que repetiu, ao longo desses 54 anos de convivência, o nome do músculo do pescoço que aprendeu quando tinha treze anos e que nunca mais esqueceu: esternocleidomastó ideo.
O diagnóstico médico ainda não é conclusivo, mas, para mim, basta saber que ele esquece o meu nome, mal anda, toma líquidos de canudinho, não consegue terminar uma frase, nem controla mais suas funções fisiológicas, e tem os famosos delírios paranóicos comuns nas demências tipo Alzheimer.
Aliás, fico até mais tranqüilo diante do 'eu não sei ao
certo' dos médicos; prefiro isso ao 'estou absolutamente certo de que....', frase que me dá arrepios.
E o que fazer... para evitarmos essas drogas?
Como?
Lendo muito, escrevendo, buscando a clareza das idéias,
criando novos circuitos neurais que venham a substituir os afetados pela idade e pela vida 'bandida'.
Meu conselho: é para vocês não serem infalíveis como o meu pobre pai; não cheguem ao topo, nunca, pois dali só há um caminho: descer. Inventem novos desafios, façam palavras cruzadas, forcem a memória, não só com drogas (não nego a sua eficácia, principalmente as nootrópicas), mas correndo atrás dos vazios e lapsos.
Eu não sossego enquanto não lembro do nome de algum velho conhecido, ou de uma localidade onde estive há trinta anos.. Leiam e se empenhem em entender o que está escrito, e aprendam outra língua, mesmo aos sessenta anos.
Coloquem a palavra FELICIDADE no topo da sua lista de
prioridades: 7 de cada 10 doentes nunca ligaram para essas 'bobagens' e viveram vidas medíocres e infelizes - muitos nem mesmo tinham consciência disso.
Mantenha-se interessado no mundo, nas pessoas, no futuro.
Invente novas receitas, experimente (não gosta de ir para a cozinha?
Hum.... Preocupante) . Lute, lute sempre, por uma causa, por um ideal, pela felicidade. Parodiando Maiakovski, que disse 'melhor morrer de vodca do que de tédio', eu digo: melhor morrer lutando o bom combate do que ter a personalidade roubada pelo Alzheimer.
Dicas para escapar do Alzheimer:
Uma descoberta dentro da Neurociência vem revelar que o
cérebro mantém a capacidade extraordinária de crescer e mudar o padrão de suas conexões.
Os autores desta descoberta, Lawrence Katz e Manning Rubin (2000), revelam que NEURÓBICA, a 'aeróbica dos neurônios', é uma nova forma de exercício cerebral projetada para manter o cérebro ágil e saudável, criando novos e diferentes padrões de atividades dos neurônios em seu cérebro. Cerca de 80% do nosso dia-a-dia é ocupado por rotinas que, apesar de terem a vantagem de reduzir o esforço intelectual, escondem um efeito perverso; limitam o cérebro.
Para contrariar essa tendência, é necessário praticar
exercícios 'cerebrais' que fazem as pessoas pensarem somente no que estão fazendo, concentrando- se na tarefa. O desafio da NEURÓBICA é fazer tudo aquilo que contraria as rotinas, obrigando o cérebro a um trabalho
adicional. Tente fazer um teste:
- use o relógio de pulso no braço direito;
- escove os dentes com a mão contrária da de costume;
- ande pela casa de trás para frente; (vi na China o pessoal treinando isso num parque);
- vista-se de olhos fechados;
- estimule o paladar, coma coisas diferentes;
- veja fotos de cabeça para baixo;
- veja as horas num espelho;
- faça um novo caminho para ir ao trabalho.
A proposta é mudar o comportamento rotineiro!
Tente, faça alguma coisa diferente com seu outro lado e
estimule o seu cérebro. Vale a pena tentar!
Que tal começar a praticar agora, trocando o mouse de lado?
Que tal começar agora enviando esta mensagem, usando o mouse com a mão esquerda?
FAÇA ESTE TESTE E PASSE ADIANTE PARA SEUS (SUAS) AMIGOS (AS).
'Critique menos, trabalhe mais. E, não se esqueça nunca de agradecer!'

terça-feira, 30 de junho de 2009

Inspirador

A primeira vez que li sobre fracassso e sucesso de maneira mais cientifica foi no livro "Lei do Triunfo" escrito no início do século passado e que esta quase na edição 50º. Recomendo a leitura.

O vídeo abaixo enviado por um amigo que hoje se encontra trabalhando no Canada e que sabendo da minha demissão há quinze dias tentou acertadamente me motivar.

Como o ideal deste blog é publicar apenas historias inspiradoras de pessoas que fazem acontecer vale muito a pena publicar este vídeo mesmo porque esse camarada correu atráz do seu sonho de conhecer outros países e depois de muita paciência e espera hoje conseguiu o tão sonhado emprego "no exterior". Parabéns e muito obrigado Ed.


sábado, 25 de abril de 2009

A origem dos números

OS NÚMEROS

Os números que escrevemos são compostos por algarismos (1, 2, 3, 4, etc), chamados “algarismos arábicos”, para distinguir dos chamados “algarismos romanos” (I, II, III, IV, etc).

Os árabes popularizaram estes algarismos, mas sua origem remota aos comerciantes fenícios, que os usavam para contar e fechar a sua contabilidade comercial.

Você já se perguntou alguma vez o motivo pelo qual “1” significa “um”, “2” significa “dois”, “3” significa “três”... ?

Qual é a lógica que existe nos algarismos arábicos ?

Fácil, muito fácil...

São ângulos !

Veja esses algarimos escritos na sua forma primitiva e comprove :

E o mais interessante e inteligente de todos :

MORAL DA HISTÓRIA :

NUNCA É TARDE PARA APRENDER !

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Quebra-cabeças



1. A peça que faltava no quebra-cabeças
Quem monta quebra-cabeça diz que geralmente costumam começar pelas peças da borda, por ter um dos lados retos e talvez por outros motivos. Não sou acostumado a montar quebra-cabeças, por isso não conheço e não posso opniar. Mas conheço algo sobre peças, e não são de quebra cabeça. Costumo chamá-las por peças-chaves.
As peças chaves são aquelas que tudo pode estar indo muito bem, os jogadores podem ser os melhores, os funcionários podem ter boa vontade mas sem ela as chances de sucesso são menores, preste atenção, principalmente para o caso de esportes, digo que o sucesso pode ocorrer mas as chances inegavelmente serão menores.




Ponto do Peixe


O restaurante pode ser maravilhoso, bem localizado, bons garçons, gerente competente, talheres, meses limpas mas e o pessoal da cozinha? Será triunfariam se o pessoal da cozinha e o chefe de cozinha não fossem bons o suficiente? Acredito fortemente que não. Costumo ir ao um restaurante nas redondezas de Morungaba chamado Ponto do Peixe, é um lugar simples, fica em uma estrada de chão, em frente tem um campo de futebol mas a fila de espera aos sábados agurdando a vez para o almoçar é por volta de duas horas. O ambiente é caseiro, as mesas são simples assim como os garçons, tudo é muito limpo, simples e em ordem. Mas come-se muito bem por um preço bom. A rede Record de televisão já fez uma reportagem sobre eles, a direção do programa da Ana Marina Braga esteve tentando uma reportagem mas eles estão relutante porque preveem que a qualidade do atendimento possa cair uma vez que aumente a procura. Eles já expandiram o tamanho do restaurante em 3 vezes e nãofoi suficiente para eliminar a fila de espera. Eles devem saber, inconscientemente, que a qualidade, a quantidade e o preço razoável são os diferenciais. Sem contar na sensação de conforto e tranquilidade que o ambiente proporciona. Muitolonge da correria das cidades grandes e da vida de hoje.

A história deles começou assim: a mãe da família gostava de pescar, passava a maior parte do tempo pescando, como tinha muito peixe costumava fritá-los e oferecer como brinde a cerveja que o marido vendia na garagem aos cavaleiros que passavam na rua de terra na frente da casa. O negócio foi aumentando. Abriram um barzinho que não demorou muito para virar um pequeno restaurante, que por sua vez virou um restaurante maior que por último virou um restaurante razoavelmente grande chegando aos limites dos vizinhos ocupando assim todo o espaço do terreno da casa. Os peixes continuaram os mesmos, maravilhosos. E o tamanho da porção grande.

Arrisco a dizer que a família, acidentalmente e não por isso sem méritos, descobriu a peça chave que faltava ao quebra cabeça do negócio, Ponto do Peixe, e também daquela região que estava aberta a possíbilidade de um bom restaurante a um preço conveniente. Haja visto que a maioria do pessoal que frequenta o local possui carro e não mora na região.





















Gordinho Lanches


Existe outro lugar aqui em Itatiba com a história parecida aoo Ponto do Peixe, é a lanchonete Gordinho Lanches. Eventualmente vou ao Gordinho comer lanches e pelo que pude observar a trajetória é muito parecida. O dono, um moço novo com aproximadamente trinta anos e uns pouquinhos que é conhecido por Sandro mas não se chama Sandro, é seu apelido, foi a pessoa que teve a idéia e abriu a pequena lanchonte em um pedaço perdido de terreno na saída da cidade.
O nome gordinho obviamente provem da característica física do dono que além de não ser magro não é pequeno mas com uma aparência muito gentil e jovial. Ele e toda a família são Evangélicos, não bebem bebidas alcóolicas, as moças usam saia e seguem costumes da igreja que frequentam. Cabelos longos e vaias. Servem os lanches em saquinhos plásticos e pratos descartáveis. Eles também não vendem bebidas alcoólicas. Muito interessante! E funciona!

O Gordinho começou servindo apenas 5, 6 tipos de lanches, refrigerantes, sucos, em um espaço reduzido, com alvenaria apenas na sala em que ele preparava os lanches. Aos redor ficavam as mesas da "Bhrama" cercadas por alambrado e cobertas por telhas parecidas com aquelas do tipo amianto que não são mais permitidas. O piso é de ajuleijos brancos, bonitos, de boa qualidade e bem ascentados. O local passa a impressão de limpeza pela cor branca, os lixos disponíveis ao redor do salão, pelas mesas bem limpas e pelos cuidados, hábitos e utensílios do pessoal da coazinha. Tem também uma televisão bem ao alto e bem localizada. Sempre passando aluma novela.

O lanche é mito grande, o recheio também e ele oferece a opção de ser ou não prensado na chapa.

O forte do movimento acontece à noite e principalmente nos finais de semana servindo o pessoal de sai da balada e dos bailes e também à familia que sai para jantar não tarde assim por volta das 19 e 23 horas.

O negócio deu tão certo que depois da primeira configuração, digamos assim, ele aumentou mais 3-4 vezes. No estágio atual passou a servir pratos, sucos e mais opções de lanches. O alambrado foi substituído por muros baixo com vidro até o teto, as mesas antes de ferro agora são de madeira, a cozinha triplicou. Agora são três chapas enormes com sugador e exaustor de fumaça, três geladeiras com porta de vidro para os sucos e refrigerantes, carregadas até o topo, potes enormes de maionese e catchup. A salão onde a clientela senta fica aos dois lados e na frente, atrás não é possível por causa do limite do terreno com outro estabelicimento.

A irmã e os irmãos agora também trabalham na cozinha, um sernhor com uma energia e disposição invejável tira os pedidos e serve as mesas com um pano pendurado ao ombro e um bloco de pedidos e caneta sempre à mão. Eu gosto de admirá-lo pela impressão de felficidade que passa em servir e ser útil.

A última vez em que fui comer lanche fiquei pensando e observando ao Ponto do Peixe e me perguntei o que estes dois estabalecimentos tinham em comum que tanto chamava minha atenção além do sucesso?

Não estou convencido à acreditar que nenhum deles tenha começado de maneira organizada e planejada, com objetivo de atender tantas pessoas, de chegar a tamanho tal e de faturar X por mês. Bom, de qualquer forma é uma feliz evidência que o sucesso pode chegar a desta maneira. O que eu gosto de fazer porém é observar e listar as possíveis causas e coisas que inconsciente eles fizeram. Vejam:

Todos os dois vedem os alimentos a um (a)preço justo, melhor dizendo ascessível a classe média-baixa-baixa, (b) tanto o tamanho do lanche quanto da porções de peixe são muito boas, (c) a qualidade é muito boa, (d) trata-se de negócio iniciado e conduzido pela família, (e) são pessoas simples, ou seja, são pessoas que provavelmente procuravam exatamente coisas e padrões de qualidade e preço que hoje oferecem, (f) começaram pequeno, sem planejamento e pretensão (g) com o cardápio reduzido leva a pensar que eram pessoas compromissadas, responsáveis, de boa índole, que procuravam fazer as coisas devagar, um passo de cada vez, cumprir com o que prometem, (h) possuem lugar para estacionar (i) são fora ou na saída da cidade (j) servem pessoas simples e que tem carro.

Bom, estas são as conclusões em que cheguei, de barriga cheia.








2. Meu Santos de coração e o quebra-cabeças
A vida esportiva no colégio foi um horror, pelo menos no futebol. Os corinthianos me zombavam o tempo todo pela falta de títulos, viúvas do Pelé, time pequeno, por isso, por aquilo. Chamar o time do coração de timinho equivale a chamar um americano de looser ou um brasileiro de filho de boa mãe. É quase como ofender a mãe. Tinha um colega chamado Etore, corintiano roxo, adorava me perguntar se eu lembrava do último título do Santos, se eu já havia alguma vez na vida gritado "é campeão".
Estes tipos de brincadeiras são de péssimo gosto pra quem, na verdade, nunca tinha sentido o gostinho de gritar CAMPEÃO. Que era meu caso. Eu odiava o Corinthias, preferia os Marcianos ao Corinthianos. Todos este ambiente gerou em mim o sonho do meu Santos sair da fila justamente em um jogo de final contra o tal coringão.
Em dezembro de 2002, como uma profecia, e ao lado de Robinho, Diego, Elano, Alex, Paulo Almeida, Leo, Alberto e Renatinho "chegamos" a final do campeonato brasileiro e, adivinha contra quem? Isso mesmo, o Corinthians. Enchemos o pulmão é gritamos "É CAMPEÃO". O coração explodiu de alegria, estávamos realizados, era o climax, foi uma sensação equivalente ao Brasil ganhar da Alemanha na copa do mundo.
Enfim demos a volta por cima, voltávamos a ser quem sempre fomos, CAMPEÕES. Pelo menos é o que todo santista acredita. Além de tudo isto não posso deixar de lembrar na emblemática, épica, filósófica, humilhante, egípcia, faraônica pedalada que o Robinho aplicou em cima do Rogério na entrada da grande área que originou no penalty cobrado e feito por ele mesmo aos 17 anos. Enfim tínhamos saído da maldita fila ganhando um campeonato de expressão. Pena que já tínhamos concluído o colegial e não podia mais responder as perguntas do meu "amigo" Etore.
Bom deixa prá lá, águas passadas.

Comentei sobre isto porque o ponto em que eu quero chegar é para dizer que o Santos chegou ao sucesso sem ter a peça chave para fechar o quebra cabeça que mencionei no início desta matéria. E uma vez chegar sem ela o triunfo não se sustenta, não se sustenta. Pelo simples motivo de ter sido pelo acaso e não planejado. O título nos veio porque o universo nos deu a felicidade de termos uma geração de ouro nas categorias de base onde dois craques surgiram ao mesmo tempo, tinham a mesma maturidade, por outros jogadores até então sem expressão atingirem o ápice de suas carrequeiras naaquele time, naquele ano, naquele campeonato.
Também existia um tipo de jogador que além de ser muito bom, ajuda, interfere e influência a outros jogadores a jogarem bem. Este jogador se chamava Diego. Na época com 18 anos, hoje um dos principais jogadores do campeonato alemão. O treinador na ocasião não era um líder, muito menos alguém que pudesse inspirar os jovens a uma carreira vitoriosa. Era uma pessoa arrogante, com a certeza de saber tudo e mais um pouco sobre futebol. Para a felicidade dos torcedores, torcedores e dirigentes aquela geração tinha nascido pronta e preparada para o título. Não dependia tanto dele.

O sucesso não sustentado ficou evidente no próximo ano, não houve títulos. Apesar de todos os principais joogadores ainda permanecessem no time algo havia perdido, voltamos quase como erámos antes.

A peça chave para fechar o quebra cabeça chegaria no próximo ano, uma contratação bombástica da presidência. Esta aliás vem fazendo um excelente e sólido trabalho.
O salário era por volta de 500 mil reais, livres de impostos. Mas em contrapartida o equilíbrio estava estabelecido, a pedra fundamental tinha sido levantada, o alicerse era sólido. Estamos falando de um treinador competente. Um líder de fato e de visão. Esta sim é a peça chave para fechar po quebra-cabeças.

Apesar da opinião geral dizer que somos o pais do futebol eu tenho quase a certeza que não somos o país dos treinadores de futebol, aliás, muito longe disto, não sei como nem porque sem treinadores bons temos uma usina inesgotável de jogadores e craques fora de série. Deve ser algo que temos no sangue.

Tudo isto levou-me a concluir e elaborar a seguinte fórumla tanto para o esporte quanto para a vida.

treinador competente (líder) + time mediano + treinamento outstanding = chances de sucesso
treinador incopentente (líder) + time de sucesso + treinamento inadequado = chances pequenas de sucesso
treinador competente (líder) + time razoável + treinamento outstanding = altas possibilidades de sucesso

E assim por diante podemos brincar com várias possibilidades uma vez alterando-se as variáveis acima.

É importante notar que treinador/liderança e treinamento/preparação esão diretamente relacionados pois é incabível que um treinador competente não realize treinamentos de alto nível.

Principalmente para o caso específico de esportes coletivos o papel de um técnico de excelência é mais que fundamental. É ele quem conduz o time às melhores práticas, ao melhores treinamentos, as mais diversas situações, planeja, estuda os adversários, adpata o esquema de jogo e o time as peças disponíveis, conhece seus jogadores, os limites de cada um, a personalidade e caráter de cada um, corrige os comportamentos, estabele relacionamentos, parabeniza, repreende, etc. Tudo que se espera de um grande líder.

Decreto sem medo de errar: a peça crítica para fechar o quebra-cabeça seja no futebol, na igreja, nas empresas é o líder. Gaste e invista quanto for necessário nele, estará investindo na chances de sucesso.

Após a chegada do novo treinador ao Santos, 3 títulos foram conquistados em 3 anos. Isto sim que é resultado sustentável, sólifo, fruto de planejamento e preparação. Times eram montados, craques lapidados, regras bem definidas, planos bem desenhados, centro de treinamentos contruídos. O Santos pagou muito ao Luxemburgo mas também teve muito em troca.

3.
Um dos meeus hobbies prediletos é baixar filmes pela internet, baixo muitos filmes e lutas de Vale Tudo. Confesso fazer pelo puro prazer pois são poucos os que assisto. Talvez deva ser algo simbólico, alguma coisa psicológica, sei lá, também, afinal de contar, a razão pela qual faço isso tanto faz. Como costumo dizer tudo acontece por uma razão. No final de semana do último carnaval comecei a baixar um filme chamado Controle Absoluto. Tão logo completou o download gravei em mídia e comecei a assitir no DVD da sala. A tantas do filme me perguntei sobre qual teria sido o fator que tinha me motivado a assistir especificamente aquele filme já que tenho como prática baixar e não assistir. Obs. lutas MMA eu baixo e assisto todas.

Pensando na resposta concluí que tinha sido o ator. Eu gosto muito do autor do filme, acho ele parecido comigo em algumas coisas, sempre os filmes deles mostra alguns hábitos que me agrada, desencanado, despojado, jovem, etc. Então conclui que a peça chave para um filme ter sucesso geralmente são os artistas. Logicamente que bem acompanhadas de um bom elenco, de um bom enredo mas na verdade, no frigir dos ovos (como costumava a dizer meu antigo chefe) quem faz a diferença é o ator. Pessoas gostam de pessoas, gostam de ouvir histórias de outras pessoas contadas por quem elas gostam, se identificam. Gostam de nomes, detalhes, exemplos, alguém para se identificar. Quanto mais próximo do real, do humano, do comum, do detalhe, do específico, do alcance das pessoas comuns mais sucesso pode ser alcançado. Desta maneira elas seiludem, alimentam a alma com a fantasia.

Estou lendo "Como falar em público e influenciar pessoas no mundo dos negócios" de Dale Carnegie, 46 edição, escrito na década de 40-50 do século passado, mesmo autor de "como fazer amigos e influenciar pessoas". Tenho todos os livros dele, todos que ele escreveu, o próximo da lista é "Lincoln, este desconhecido", que foi muito difícil de encontrar.

Dale conta no livro exatamente isto que disse no parágrafo anterior, que quanto mais o palestrante mencionar, nome da pessoa, detalhes, nome de rua, da cidade, do hotel, etc mais o público se interessa. Como se fosse uma mágica impnotisante. Depois que comecei a ler este livro procuro usar este segredo em todos os meus artigos. Atrai mais a atenção do leitor.

Como exemplo é oportuno menionar Fausto Silva, do Domingão do Faustão, perceba o quanto ele envolve as pessoas simples, pergunta o nome do câmera man, da fulana que prepara e escreve o roteiro que ele segura durante o programa, quando ele zomba de suas próprias falhas, até mesmo de quando caiu no meio dopalco ao vivo. O sucesso evidente e duradouro talvez se explique por causa que nós, seres humanos, gostamos de pessoas como nós, simples, que erram, falíveis, que em algumas situações pronunciamos algo errado e que preferimos isto ao olhar julgador do apresentador perfeito, do chefe perfeito, do tio chato, que não perdoa um deslize sequer.
Talvez desta maneira a vida fique mais leve, mais prazerosa pois sabemos que a responsabilidade por alimentar a família, pagar as gostam, pagar isso, fazer aquilo sempre estarão conosco. Talvez desta maneira a balança da vida fique mais equilibrada

Pelo menos nas tardes de domingo.

Sem meia


Ontem me veio a cabeça a idéia para criarmos um dia diferente na semana, fora dos padrões e costumes que costumamos seguir, criarmos uma rotina totalmente diferente à rotina que seguimos há anos. Fazer algo diferente em um determinado dia da semana. O benefício eu não saberia dizer cinetificamente, mas o prazer pelo novo, pelo diferente posso assegurar que é interessante. Podemos chamar este dia por dia quebrado, ou dia do novo, chalenge day, alguma coisa assim. Deve ser algo engraçado, fica mais divertido.

A idéia seria de sempre fazermos algo sempre desafiador, que nos provoque, questione nossos hábitos, nossos rótulos, nossas conceitos, nossos julgamenos. Algo que nos empurre à frente, nos traga a sensação de sermos mais forte, que nos force a sair da zona de conforto, nos obrigando assim a experimentar o novo. Eu acho interessante.

Para começar gostaria de sugerir algo como não usar meias naquele dia todo, olha só que legal, camisa social, calça social, sapato novinho e..... sem meia. Imagina só você em uma reunião de trabalho, há certa altura cruza a perna para descansar e aquele osso interno do tornozelo coberto por aquela camada de pele branquinha que há uns quinze meses não sabe o que é sol. Fascinante. Isso é novo.

Outra idéia seria não comer misturas. Prepare um pratão enorme de arroz-feijão, sirva-se com muita salada mas NÃO pegue carne. Underfull.
Uma variação desta mesma idéia seria a possibilidade de preparar o prato normal, arroz, feijão, carne, salada porém não tomar uma gota sequer de líquido algum. Interessantíssimo. Parece simples e superficial, mas tente fazer isto mas colocado em prática é um esforço tremendo.

Algo desafiador, principalmente no meu caso, seria não tomar café da manhã. Eu adoro café da manhã, sentado tranquilo na cozinha de casa, cheiro de café, Hanna, Zara e Luana (03 Yorke Shires) próximas da minha cadeira esperando um pedação de queijo. Café da manhã pra mim é a principal refeição do dia. Pão com manteiga e café com leite, é quase sagrado. Agora veja bem, e se você estivesse em uma guerra? Será que tomaria o cafezinho da manhã como sempre costuma fazer? Aquele pão-na-chapa maravilhoso, com uma fatia de mussarela derretida, aquela chicrona de café com leite, será que todo mundo iria parar de jogar bombas porque sua excelência quer tomar o cafézinho da manhã?! Então, se os soldados não morreram você também não morrerá. Eles não ficaram nem menos nem mais doentes por causa disso, e você por um dia apenas também não.
A idéia não seria matar ninguém, mesmo porque estamos falando em apenas um dia, e na semana seguinte não precisa ser necessariamente a mesma coisa, a idéia como disse, é testar o novo, praticar sua auto-confiança, exercer sua força, auto-extima, sair do seu ninho de conforto e não prejudicar sua saúde como alguns chatos/mal humorados podem argumentar.

Algo diferente também seria não acessar a internet o dia todo no trabalho. Pense bem o tamanho do sacrifício. Noite de quarta-feira, final do Campeonato Paulista, Santos e Corinthians disputam o título, Santástico, quero dizer, o meu Santos mete 5 a 0 no Timão Perfeitão, na manhã seguinte, chegar com sorriso de orelha a orelha e não ver as maravilhosas manchetes do incrível massacre na gazetaespotiva.com.br seria duro, muito dificil, mas pensando bem seria diferente. Na verdade não precisaria ser tão dificil assim, e deixando bem claro à todos e inclusive pra mim a idéia não é de sacríficio e sim de prazer. Se for muito duro, mude. Pense em uma alternativa pois sempre existe uma.

Para concluir gostaria de compartilhar com vocês que antes de começar a escrever sobre isso não tinha uma resposta formada para o caso de alguém me perguntar qual seria o propósito disso tudo, nem ao menos tinha consciência que queria propor algo e não saberia o objetivo. Seria ridículo.

Por isso agreço à uma amiga do trabalho que jogou a armadilha e logo em seguida deu o caminho das pedras quando viu minha cara de espanto perante a sua pergunta, então ela mesma mandou a resposta, " acho que seria bom para fazermos novas conexões neurais, não?" e emendou um "ha ha ha". Eu adorei a resposta, é isso ai mesmo. Ao final das contas, entre os pontos mencionados, estamos também exercitando as conexões neurais. Agora me recordo, que havia visto em algum lugar sobre novas conexões neurais ser saudável, melhora a memória, rejuvenesce, etc. Excelente!

Então, vamos lá, qual seria sua sugestão para fazermos no dia diferente?! Qual seria sua nova conexão neural.
Deixei seu comentário na caixinha.
Boa semana e bom carnaval.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Será mesmo que você é substituível?

Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores.

Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: "ninguém é insubstituível".

A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio. Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada. De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:

- Alguma pergunta?

- Tenho sim. E o Beethoven?

- Como? - O encara o gestor confuso.

- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu o Beethoven?

Silêncio.

Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso...

Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.

Quem substitui Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Albert Einstein? Picasso? Zico?

Todos esses talentos marcaram a História fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.

Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar 'seus gaps'.

Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis obsessivo... O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.

Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.

Se seu gerente / coordenador, ainda está focado em 'melhorar as fraquezas de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo e Gisele Bündchen por ter nariz grande. E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.

Quando o Zacarias dos Trapalhões faleceu, ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim:

"Estamos todos muitos tristes com a partida de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:.. Ninguém... pois nosso Zaca é insubstituível"

Portanto nunca esqueça: Você é um talento único... Com toda certeza ninguém te substituirá.

Tenha um ótimo dia.
Moral da história, se voce não tiver certeza que possui seu talento desenvolvido na mesma proporção de Beethoven, Tom Jobim, Ayrton Senna, Ghandi, Frank Sinatra, Garrincha, Santos Dumont, Monteiro Lobato, Elvis Presley, Os Beatles, Jorge Amado, Pelé, Paul Newman, Albert Einstein, Picasso e Zico, continue ouvindo seu diretor.

Cadeia de alimentos ou supply chain